domingo, 16 de maio de 2010

Sofrimento jaz em volta do ser


Enquanto reviro páginas de vida, subitamentente lágrimas caiem incessantes pela face abaixo.
São confissões de um sofrimento em silêncio que jaz dentro de mim, sofrega e ensurdecedora esta dor que jamais permiti mostrar.
É de mim que se trata,a dor pertence me, não vou partilha lá, quero ser invejosa ao ponto de não mostrá la ao mundo, apressioná la nas masmorras mais escombrias e frias onde se retratava um orgão muito poderoso que tinha batimentos fortes e vivos, mas onde agora jaz um buraco e nada mais que isso.
Como um buraco negro que suga tudo, este suga a dor para mim, absorvo a completamente até não poder mais existir neste mundo sem fim...
Sem eira estou estonteante, parada a frente do céu, vejo milhões de estrelas e a mais linda delas todas a LUA.
Antes que tudo isto seja apercebido por outréns, fecho estas lágrimas e a dor visível no obscuro do meu pensamento e parto para mais um dia de luta constante onde apenas o que mostro é um ser que outrora existira mas que sabendo eu que esse ser já não existe, mostro aqueles que dizem sentir amor por mim, um sorriso descarado e cheio de falsidade.
Dias e dias numa luta de mentiras constantes, fingindo ser feliz, ser forte.
Enquanto depois de umas horas nisto volto para o meu refúgio, o meu esconderijo de tudo e de todos, e aí volto a escuridão e á constante dor sofrega que á muito se apodera de mim.
Não poderei mostrar nada, pois tudo o que quero é morrer ao tentar dispersar num vazio tentado de sofrimento que vagueia por este mundo fora.